Os movimentos contra a globalização

              Escola Municipal Hermenegildo B. de Oliveira

Disciplina: Geografia - 3º bimestre

Série:  9º ano do vespertino – Aula: 19

Professor: Itamiram Alves (Iram)

Aula semanal: 30/08 a 03/09/2021                    

Carga horária: 03 horas aulas

   

Antiglobalização (ou antiglobalismo) foi um conceito amplo criado na década de 1990 para designar a luta de diversos movimentos contra a globalização neoliberal. Fundamentado em bases políticas e sociais, o termo simboliza a crítica em relação às companhias transnacionais e organizações comerciais globais. A palavra foi utilizada pela primeira vez em 1999 na The Economist, publicação inglesa.

Os adeptos da antiglobalização partem do argumento em que a lógica do capitalismo, intrinsecamente ligada à globalização, tem por resultado relações de poder desiguais que podem ser observadas tanto internamente quanto externamente. Estas assimetrias em relação à tomada de decisão referem-se a campos que incluem muitos aspectos básicos para a sociedade como cultura, saúde, educação e segurança. Segundo os antiglobalistas, este assuntos seriam mera mercadoria dentro do sistema econômico hegemônico no Ocidente.

O termo ganhou notoriedade no mesmo ano de sua criação, quando ocorreram manifestações em Seattle, Washington (EUA). Estes atos eram contrários ao encontro da Organização Mundial do Comércio (OMC), reunião de forças da ordem financeira mundial. O protesto reuniu cerca de 70 mil pessoas. Formado por universitários, membros de sindicatos, ecologistas, ONGs, entre outros adeptos da causa antiglobalização, o grupo manteve-se por alguns dias em ação nas ruas da cidade norte-americana. O objetivo era o adiamento da Rodada do Milênio, uma discussão a respeito das regras comerciais internacionais para o Século XXI.

Após esta primeira movimentação, muitas outras sucederam-se em vários locais. Isso tornou viável a formação de uma rede internacional antiglobalização que inclui movimentos sociais com pautas progressistas variadas como o feminismo, o anarquismo, entre outras.

 

No ano 2000, cerca de 10 mil manifestantes compareceram no intuito de frustrar os planos dos organizadores da Assembleia do Fundo Monetário Internacional. Eles reivindicavam ações contra a pobreza mundial. Outro protesto ocorreu em Praga, naquele mesmo ano, em que os grupos antiglobalização compareceram ao Dia da Ação Global. O objetivo era exigir o perdão da dívida externa e, consequentemente, a erradicação da pobreza nos países subdesenvolvidos.

Porém, a organização dos movimentos antiglobalização tornou-se mais efetiva durante o Fórum Social Mundial (FSM), realizado em Porto Alegre em 2001. Este congresso, gerido como contraponto ao Fórum Econômico Mundial de Davos, tinha o intuito de ser uma contrapartida em relação aos porta-vozes do neoliberalismo. A partir deste encontro foi organizada a Carta de Princípios, documento síntese dos valores antiglobalistas que atende pelo lema conhecido como: “outro mundo é possível”.

O grupo antiglobalização mais notável é o francês ATTAC (Associação pela Tributação das Transações Financeiras para Ajuda aos Cidadãos). Com atuação em cerca de 40 nações, a organização indica que a partir do processo de globalização ocorre uma diminuição da seguridade social aos cidadãos. Assim, seria uma forma de favorecer primeiramente aos interesses dos mercados financeiros e instituições internacionais. A ATTAC conta com milhares de membros e sua principal reivindicação é o imposto Tobin, taxa que incide sobre transações da alta finança.

Antiglobalização sob o viés do nacionalismo

Existem grupos nacionalistas, tanto no campo progressista como no conservador, que também identificam-se com o termo antiglobalização. A conotação dentro desta vertente é de que a globalização seria uma forma de ameaçar as economias nacionais. O grupo acredita que o processo de globalização, ao tratar países diferentes com o mesmo olhar, não reconhece suas características singulares. Para os defensores nacionalistas da antiglobalização, o cenário ideal seria o desenvolvimento de dentro para fora, contrariando o cosmopolitismo.

Em outras palavras, reivindicam o crescimento dos países respeitando características individuais como gênese populacional, recursos naturais, formação cultural e de costumes. Dessa forma, os nacionalistas enfatizam o desenvolvimentismo antiglobalização e acreditam que acordos internacionais devem ocorrer entre os Estados no sentido de evoluir conjuntamente, visando melhorias da vida material. Porém, isso deve ocorrer sem a possibilidade de que uma nação desenvolvida, sob o pretexto da globalização, faça valer seus anseios forçosamente na direção de países em desenvolvimento.

Fontes:

RINGEL, Breno; MUÑOZ, Enara Echart. Dez anos de Seattle, o movimento antiglobalização e a ação coletiva transnacional. Ciências Sociais Unisinos, v. 46, n. 1, p. 28-36, 2010.

https://www.bbc.com/portuguese/esp_seattle_rodad_30.11.htm

https://www.ehu.eus/documents/1457190/1764043/Moreno+-+2006+-+Antiglobalismo.pdf

https://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2010/01/08/a-historia-do-movimento-antiglobalizacao.jhtm

https://www.britannica.com/event/antiglobalization/Right-and-left-wing-antiglobalism

 

                                               Atividade

Nome completo:_______________________________________

Série:  9º ano  Turma:__________ Data:__________

Marque a opção correta

1 -  A globalização faz parte do processo de expansão do capitalismo, que atinge as diversas esferas da sociedade, em escala planetária.

Sobre a globalização, é correto afirmar que se trata de um processo o qual:

a) embora apresente tendência à homogeneização do espaço mundial, é seletivo e excludente.
b) embora apresente tendência à fragmentação do espaço mundial, tem reduzido as desigualdades socioeconômicas.
c) eleva a produção da riqueza e conduz à distribuição equitativa de renda entre os países do mundo.
d) reduz a competitividade entre os países e ameniza os conflitos nacionalistas.

Ver Resposta

2 – Leia o texto da música e marque alternativa correta

3ª do plural (Engenheiros do Hawaii)

Corrida pra vender cigarro

Cigarro pra vender remédio

Remédio pra curar a tosse

Tossir, cuspir, jogar pra fora

Corrida pra vender os carros

Pneu, cerveja e gasolina

Cabeça pra usar boné

E professar a fé de quem patrocina

Eles querem te vender, eles querem te comprar

Querem te matar a sede, eles querem te sedar

 (...)

Corrida contra o relógio

Silicone contra a gravidade

Dedo no gatilho, velocidade

Quem mente antes diz a verdade

Satisfação garantida

Obsolescência programada

Eles ganham a corrida antes mesmo da largada

(...)

Os diferentes modelos produtivos de cada momento do sistema capitalista sempre foram o resultado da busca por caminhos para manter o crescimento da produção e do consumo. A crítica ao sistema econômico presente na letra da canção está relacionada à seguinte estratégia própria do atual modelo produtivo toyotista:

a) aceleração do ciclo de renovação dos produtos

b) imposição do tempo de realização das tarefas fabris

c) restrição do crédito rápido para o consumo de mercadorias

d) padronização da produção dos bens industriais de alta tecnologia

3 – Responda

a)       Abra o seu livro na página, 45, leia os textos e responda as questões, 1 e 2.

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